Usiminas

DNIT autoriza o uso do agregado siderúrgico em rodovias federais

19-04-2017

Alternativa para redução de custos na construção de estradas, material é amigável com o meio ambiente e tem qualidade e segurança garantida

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgou Especificação Técnica Nacional que estabelece as condições técnicas para o fornecimento de agregado siderúrgico beneficiado, conhecido como Açobrita, para aplicação em rodovias federais. O material, originado do processo produtivo da indústria do aço, representa uma alternativa de pavimentação mais econômica em relação ao agregado natural, além de seguro e sem riscos ao meio ambiente. A Usiminas teve participação relevante nas iniciativas que levaram à aprovação do Projeto Açobrita, uma parceria do DNIT com o Instituto Aço Brasil e que também teve envolvimento das siderúrgicas ArcelorMittal e Gerdau e da Universidade de Brasília (UnB).

Com a Especificação Técnica, as siderúrgicas brasileiras poderão vender o agregado para uso em pavimentos rodoviários federais. É o caso, por exemplo, da BR 381, que têm potencial para consumir cerca de 2 milhões de toneladas do produto e é uma das principais rodovias federais próximo da Usina de Ipatinga (MG). A Usiminas também espera que este processo contribua para a liberação do uso do coproduto disponível na Usina de Cubatão (SP) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Para atender a nova demanda, a Usiminas desenvolveu um produto mais aprimorado, denominado Siderbrita TOP, que segue os parâmetros técnicos, ambientais e as condições de aplicação estabelecidos pela Norma ABNT.

De acordo com Henrique Hélcio Eleto dos Santos, coordenador do Projeto Açobrita e do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas, o projeto Açobrita traz ao país ganhos em flexibilidade de atendimento, já que as obras rodoviárias apresentam altos custos econômicos e ambientais devido à grande demanda de agregados naturais não renováveis. “Além disso, há um benefício ambiental relevante, tanto em razão do processo de reciclagem e reutilização do agregado siderúrgico quanto pela redução da necessidade de retirada de recursos como brita e areia da natureza”, afirma.

Para que o projeto fosse viabilizado, foram desenvolvidos trabalhos em equipe ao longo dos últimos 39 meses envolvendo viagens, reuniões para análise e definição dos parâmetros técnicos e ambientais, estudos laboratoriais, experimentos de campo, elaboração e divulgação de uma Norma nacional – ABNT NBR 16364, publicada em 10/05/2015, e por fim, a elaboração e aprovação de 02 Especificações Técnicas, DNIT 406/2017 – ES – Base estabilizada granulometricamente com Açobrita® – Especificação de Serviço e DNIT 407/2017 – ES – Sub-base estabilizada granulometricamente com Açobrita®.

Potencial de aplicação

A malha rodoviária brasileira composta por rodovias federais, estaduais e municipais, é uma das maiores no mundo, com uma extensão total de 1.720.755,7 km. Entretanto, apenas 12,3 % desse total está pavimentada, ou seja, 211.653,0 km (DNIT, 2015). Este panorama é preocupante, pois embora as rodovias sejam amplamente distribuídas, as mesmas não possuem a qualidade desejada, aumentando os custos operacionais, a poluição e a insegurança no transporte.

Neste cenário, o Açobrita é tem grande aplicabilidade no Brasil e uma grande capacidade de suprimento, uma vez que o país é o maior produtor latino-americano de aço e um dos maiores produtores mundiais.

Sobre o agregado siderúrgico

É um produto oriundo do processo de produção de Aciaria, composto de óxidos e silicatos, com alta resistência ao desgaste. Depois de segregado e beneficiado, pode ser utilizado em obras de pavimentação, artefatos de concreto, contenção de encostas, agricultura e lastro ferroviário, dentre outras aplicações. No caso do Açobrita, substitui agregados naturais não renováveis, como brita e areia.

 


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