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Usiminas irá religar Alto-Forno 1 da Usina de Ipatinga

12-05-2017

ReligarAltoFornoDaUsinaDeIpatinga

Aprovação pelo Conselho de Administração da companhia terá impactos positivos na produtividade da usina e na geração de empregos

A Usiminas anunciou a decisão de retomar a produção do Alto-Forno 1 da Usina de Ipatinga, após a aprovação da medida pelo Conselho de Administração da empresa, em reunião realizada na quinta-feira (11/05). Para que o equipamento volte a produzir, será necessário um investimento de R$ 80 milhões e um trabalho de preparação previsto para durar em torno de 11 meses. Dessa maneira, o reacendimento do Alto-Forno deve ocorrer em abril de 2018. A decisão terá impactos positivos tanto sobre a produtividade da companhia quanto sobre a geração de empregos e movimentação da economia da região.

A expectativa da Usiminas é de que cerca de 400 empregos temporários sejam gerados durante a obra de preparação para o religamento. Para a operação do equipamento, a estimativa é de contratação de 120 empregados diretos, principalmente nas áreas de Redução, Aciaria e Manutenção. Além disso, a reativação do Alto-Forno 1 deverá aumentar em 2 mil toneladas diárias a capacidade de produção de ferro-gusa na unidade, reduzindo a eventual necessidade de compra de placas de terceiros.

“A aprovação da retomada do equipamento é fruto do esforço da equipe Usiminas, que realizou amplos estudos, considerando uma rigorosa avaliação de cenário, perspectivas de mercado e viabilidade financeira e técnica para a recuperação do equipamento”, afirma o presidente da Usiminas, Sergio Leite. Ele complementa que “a diretoria executiva da companhia esteve coesa em relação à importância da retomada do Alto-Forno 1 da Usina de Ipatinga, tendo aprovado, por unanimidade, a proposta validada na última quinta-feira pelo Conselho de Administração, também por unanimidade.”

Para Leite, a decisão vem ao encontro dos primeiros sinais de reaquecimento do mercado siderúrgico, mesmo que de forma tímida. “Ainda vislumbramos um crescimento lento para 2017, mas já estamos nos preparando para uma retomada mais consistente em 2018. O reacendimento do Alto-Forno 1 representa um incremento para nossa produção e, consequentemente, para o fortalecimento da nossa competitividade.” O equipamento foi temporariamente paralisado em razão da necessidade da Usiminas de adequar sua produção à queda da demanda por aços planos no mercado brasileiro.

Segundo Roberto Maia, diretor-executivo da Usina de Ipatinga, a reativação é uma ação muito importante para a retomada da empresa, visto que a Usina de Ipatinga poderá fabricar a mais entre 500 e 600 mil toneladas de ferro-gusa ao ano. “Esse aumento na produção tem consequências positivas nos resultados da companhia, geração de impostos para o município e empregos para a região”, frisa o diretor.

Mais um importante passo

Na manhã dessa sexta-feira, outra boa notícia que reforça a revitalização da Usiminas. A companhia divulgou ao mercado Fato Relevante, informando que a redução do capital da Mineração Usiminas (Musa), de R$ 1 bilhão, foi aprovada pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (JUCEMG). Isso deve-se ao fato de que ocorreu o prazo de 60 dias da publicação da ata da Assembleia Geral, em 3 de março, sem que houvesse oposição em relação à operação. Com isso, a Usiminas já pode ter acesso a R$ 700 milhões do caixa da Musa e a outra acionista, a japonesa Sumitomo Corporation, R$ 300 milhões.

Sobre a Usiminas

A Usiminas é líder no mercado brasileiro de aços planos e um dos maiores complexos siderúrgicos da América Latina. A companhia conta com unidades industriais e logísticas localizadas em seis estados do país e está presente em toda a cadeia siderúrgica – da extração do minério, passando pela produção de aço até sua transformação em produtos e bens de capital customizados para o mercado. Possui, hoje, o maior e mais inovador Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em siderurgia da América Latina. O avanço registrado pela siderúrgica nos últimos anos garante inovação, tecnologia e qualidade em todas as linhas de produção, e permite à empresa oferecer ao mercado um portfólio diversificado, com destaque para produtos e serviços de alto valor agregado. Por sua gestão ambiental, a Usiminas foi a segunda siderúrgica do mundo certificada com a ISO14001, gerando maior produtividade com menor consumo. A companhia contribui ainda para o desenvolvimento das comunidades onde atua, por meio do Instituto Cultural Usiminas e da Fundação São Francisco Xavier, oferecendo projetos nas áreas de saúde, educação e cultura. As ações da Usiminas são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque (ADR nível I) e Madri.


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