Usiminas

  • Abrasão Tornar uma superfície áspera ou arranhada devido ao desgaste abrasivo. Em peças de alumínio, conhecida também como marca de atrito ou marca de tráfego.
  • Acabamento É a aparência superficial do aço após o tratamento final.
  • Acabamento acetinado Um acabamento superficial de metais com reflexão difusa, lustrosa porém não espelhada. Um tipo é o acabamento "butler".
  • Acabamento brilhante Um acabamento brilhante tal como laminado, produzido em cilindros ground; é apropriado para pintura decorativa ou chapeamento, mas geralmente deve ser submetido a uma preparação superficial adicional após a conformação.
  • Acabamento bronzeado Um acabamento brilhante e liso característico de arame trefilado por via úmida. Anteriormente produzido mediante o uso de um liquor de grãos fermentados como um lubrificante de trefilação.
  • Acabamento de laminação Um acabamento superficial não padronizado (e geralmente não uniforme) em produtos laminados que são entregues sem que sejam submetidos a um tratamento superficial especial (exceto um tratamento anti-corrosão) após o trabalho final ou o estágio de tratamento térmico.
  • Acabamento em tambor Melhoria do acabamento superficial de peças ou objetos metálicos mediante processamento em equipamento giratório contendo partículas abrasivas, as quais podem estar em suspensão em um líquido.
  • Acabamento final Um processo de acabamento de baixa velocidade usado principalmente para produzir um acabamento fino, uniforme e de alta precisão dimensional, freqüentemente no interior de superfícies cilíndricas. Neste processo, camadas muito finas do material são removidas com um bastão ou pedra abrasiva em movimentos giratórios e alternados simultâneos, pressionando-se o bastão ou pedra com uma força menor do que a utilizada normalmente no esmerilhamento.
  • Acabamento finíssimo Uma forma de acabamento final em que os elementos abrasivos são suportados por molas.
  • Acabamento fosco (1) Uma textura opaca produzida pela laminação de chapa fina ou tira entre cilindros cuja superfície foi tornada áspera por meio de jateamento. (2) Um acabamento opaco característico de alguns materiais eletrodepositados, como o cádmio ou o estanho. Também chamado acabamento opaco.
  • Acabamento lustroso Um acabamento de alta qualidade produzido em cilindros retificados e polidos. Apropriado para eletrogalvanização.
  • Acabamento ruge Um acabamento altamente refletivo produzido com um pó vermelho (ruge) ou outro abrasivo muito fino, de aparência similar ao polimento brilhante ou ao acabamento espelhado em utensílios de prata de lei.
  • Acabamento superficial (1) Condição de uma superfície como resultado de um tratamento final. (2) Características medidas do perfil superficial, sendo que o termo preferencial é rugosidade.
  • Acabamento vibratório Um processo de rebarbação e acabamento superficial em que o produto e uma mistura abrasiva são colocados em um recipiente e submetidos a vibração.
  • Aço Uma liga à base de ferro, maleável em algumas faixas de temperatura na forma inicialmente fundida, contendo manganês, usualmente carbono e freqüentemente outros elementos de liga. Em aço carbono e aço baixa liga, o teor máximo de carbono é de cerca de 2,0%; em aço alta liga, cerca de 2,5%. A linha divisória entre aços baixa liga e aços alta liga é geralmente considerada como cerca de 5% de elementos ligantes metálicos. O aço deve ser diferenciado de duas classes gerais de "ferros": os ferros fundidos, no campo dos altos teores de carbono, e os ferros relativamente puros, tais como ferro em lingote, ferro de carbonilo e ferro eletrolítico, no campo dos baixos teores de carbono. Em alguns aços com teores de carbono extremamente baixos, o teor de manganês é o principal fator diferenciador, sendo que o aço geralmente contém pelo menos 0,25%; no caso de ferro em lingote, o teor de Mn é consideravelmente menor.
  • Aço acabado Produto final de uma siderúrgica na forma de chapas grossas, tubos e bobinas, entre outros formatos. É utilizado por diversos segmentos, como a indústria de transformação, para fabricar automóveis, eletrodomésticos, máquinas e diversos bens de capital. 
  • Aço acabado Produto final de uma siderúrgica na forma de chapas grossas, tubos e bobinas, entre outros formatos. É utilizado por diversos segmentos, como a indústria de transformação, para fabricar automóveis, eletrodomésticos, máquinas e diversos bens de capital.
  • Aço acalmado Aço tratado com um forte agente desoxidante, como por exemplo silício ou alumínio, a fim de reduzir o teor de oxigênio para um nível tal que não ocorre nenhuma reação entre o carbono e o oxigênio durante a solidificação.
  • Aço ácido Aço fundido em um forno com um revestimento de parede e de soleira ácido e sob uma escória contendo um excesso de uma substância ácida, como a sílica.
  • Aço alto carbono É um aço com mais de 0,3% de carbono. Quanto mais carbono é dissolvido no ferro, menos conformável e mais duro o aço se torna. A dureza do aço alto carbono torna-o apropriado para lâminas de arado, pás, molas de colchão, bordas cortantes e outras aplicações sujeitas a alto desgaste.
  • Aço ao silício para fins elétricos É um tipo de aço especial obtido mediante a introdução de silício durante o processo de produção. Os aços para fins elétricos apresentam certas propriedades magnéticas que os tornam ideais para uso em transformadores, geradores de energia e motores elétricos.
  • Aço austenítico Aço-liga cuja estrutura é normalmente austenítica à temperatura ambiente.
  • Aço auto-temperante Veja o termo preferencial "Aço temperável ao ar".
  • Aço baixo carbono Um aço com teor de carbono inferior a 0,005% é mais dúctil (maleável). Ele é capaz de ser reduzido ou laminado a uma pequena espessura para uso em aplicações de carrocerias na indústria automobilística. O carbono é removido do banho de aço por meio de desgaseificação a vácuo.
  • Aço básico Aço produzido em um forno com soleira e revestimento básico com uma escória contendo um excesso de uma substância básica, como óxido de magnésio ou cal.
  • Aço bruto Tipo de denominação utilizada para medir a produção de uma usina siderúrgica e que significa o aço fundido antes de ser trabalhado em produtos finais ou especiais. O aço bruto também pode ser em estado líquido.
  • Aço capeado Um tipo de aço similar ao aço efervescente, normalmente fundido em uma lingoteira com gargalo, em que a aplicação de uma cobertura mecânica ou química torna a ação de efervescência incompleta ao fazer com que a parte superior do metal se solidifique. A condição superficial do aço capeado é bastante parecida com a do aço efervescente, mas algumas outras características são intermediárias entre as características do aço efervescente e as do aço semi-acalmado.
  • Aço carbono Aço que não tem nenhuma quantidade mínima especificada para qualquer elemento de liga (a não ser as quantidades usualmente aceitas de manganês, silício e cobre) e que contém somente uma quantidade incidental de qualquer elemento que não o carbono, silício, manganês, cobre, enxofre e fósforo.
  • Aço de bitola fina Chapa de aço muito fina que foi submetida a laminação de encruamento ou que passou por um laminador a frio. O aço de bitola fina normalmente é revestido com estanho ou cromo para uso em recipientes de alimentos.
  • Aço doce Aço carbono com um teor de carbono máximo de cerca de 0,25%.
  • Aço efervecente Um aço baixo carbono contendo óxido de ferro suficiente para proporcionar uma evolução contínua do monóxido de carbono enquanto o lingote está se solidificando, resultando em uma capa ou camada superficial de metal virtualmente livre de vazios. As chapas finas e tiras produzidas a partir do lingote apresentam qualidade superficial muito boa.
  • Aço endurecível por cura É uma chapa de aço baixo carbono laminada a frio usada para aplicações de carrocerias na indústria automobilística. Devido ao processamento especial do aço, ele possui boas características de estampabilidade e resistência, e após a pintura ser curada ele apresenta maior resistência ao impacto de pedras e outros detritos.
  • Aço especial Esse tipo de aço possui uma liga que lhe dá características físicas e metalúrgicas especiais, tornando-o adequado para usos específicos, como indústria automotiva, de gás e energia, ferramentas de alta performance e máquinas.
  • Aço ferrítico acicular São aços que têm uma microestrutura consistindo de ferrita acicular ou de uma mistura de ferrita acicular e ferrita equiaxial.
  • Aço fundido Aço na forma de peças fundidas.
  • Aço galvanizado Aço revestido com uma fina camada de zinco para proporcionar resistência à corrosão em peças automotivas sob a carroceria, latas de lixo, tanques de armazenagem ou arame para cercas. A chapa de aço normalmente é laminada a frio antes do estágio de galvanização.
  • Aço grafítico Aço liga feito de modo que parte do carbono está presente na forma de grafita.
  • Aço h-band Aço liga produzido com limites especificados de temperabilidade; a faixa de composição química pode ser ligeiramente diferente daquela da qualidade correspondente de aço liga comum.
  • Aço inoxidável Qualquer um de vários aços contendo de 12% a 30% de cromo como principal elemento de liga; geralmente eles apresentam passividade em ambientes aquosos.
  • Aço isento de estanho Aço revestido com cromo. Devido ao fato de que ele é usado em latas de alimentos, exatamente como a folha de flandres, ele ironicamente é classificado como um produto estanhado. O aço isento de estanho é mais fácil de ser reciclado, uma vez que o estanho contaminará a sucata, mesmo em pequenas concentrações.
  • Aço ligado Aço contendo quantidades especificadas de elementos de liga (que não o carbono e os teores normalmente aceitos de manganês, cobre, silício, enxofre e fósforo) dentro dos limites reconhecidos para aços-liga estruturais, adicionados para modificar as propriedades mecânicas ou físicas.
  • Aço livre de interstícios É uma chapa fina desenvolvida recentemente com níveis de carbono muito baixos e que é usada principalmente em aplicações de estampagem profunda na indústria automobilística. A melhor ductilidade do Aço Livre de Interstícios (capacidade de estampagem) é possibilitada pela desgaseificação a vácuo.
  • Aço para fins elétricos Veja Aço ao Silício para Fins Elétricos.
  • Aço secundário É o aço que não atende as especificações do cliente original devido a um defeito em sua composição química, bitola ou qualidade superficial. As usinas têm que procurar um outro cliente (que possa aceitar a qualidade inferior) que leve o aço fora de especificação a um preço mais baixo. Embora o aço secundário não afete o rendimento da usina, as margens de lucro sentirão o impacto.
  • Aço semi-acabado Formas de aço - por exemplo, blocos, tarugos ou placas - que são subseqüentemente laminadas em produtos acabados, tais como vigas, vergalhões ou chapas finas.
  • Aço semi-acalmado Aço que é desoxidado de forma incompleta e que contém oxigênio dissolvido em quantidade suficiente para reagir com o carbono e formar monóxido de carbono para compensar a contração durante a solidificação.
  • Aço temperável ao ar Aço contendo suficiente carbono e outros elementos de liga para endurecer inteiramente durante resfriamento ao ar ou em outros meios gasosos a partir de uma temperatura acima de sua faixa de transformação. O termo deve se restringir a aços que possam ser temperados por meio de resfriamento ao ar em seções relativamente grandes, com diâmetro de cerca de 2 polegadas ou mais. O mesmo que aço auto-temperável.
  • Aço trip Um aço comercial que apresenta plasticidade induzida por transformação.
  • Aço-ferramenta Qualquer aço liga ou aço carbono geralmente utilizado para fazer ferramentas. Os aços-ferramenta são caracterizados por elevada dureza e resistência à abrasão, freqüentemente acompanhadas por alta tenacidade e resistência ao amolecimento a altas temperaturas. De um modo geral, estes atributos são alcançados com altos teores de carbono e de ligas.
  • Aço-liga Um composto à base de ferro é considerando como um aço-liga quando o teor de manganês é maior do que 1,65%, o de silício é superior a 0,5%, o de cobre é superior a 0,6%, ou quando estão presentes quantidades mínimas de outros elementos ligantes, tais como cromo, níquel, molibdênio ou tungstênio. Uma grande variedade de diferentes propriedades pode ser criada no aço mediante a substituição destes elementos na composição.
  • Aços especiais Categoria de aço que inclui aços para fins elétricos (veja Aço ao Silício para Fins Elétricos), aços-liga (veja Aço-Liga), aços inoxidáveis (veja Aço Inoxidável) e aços-ferramenta (veja Aços-Ferramenta).
  • Aços estruturais Grupo de produtos siderúrgicos que incluem vigas I, vigas de abas largas e estaca-pranchas. Estes produtos são usados na construção de prédios de múltiplos andares, vigas de ponte, suportes verticais de rodovias e reforço de margem de rios.
  • Aços planos É uma categoria de aço que inclui chapas finas, tiras e folha de flandres, entre outros.
  • Aderências Transferência de metal das ferramentas para a peça ou da peça para as ferramentas durante uma operação de conformação. Veja "escoriação".
  • Agente redutor Pode-se utilizar gás natural ou carvão para remover o oxigênio do minério de ferro a fim de produzir um substituto para a sucata. Em processos à base de gás, o minério de ferro é aquecido em um recipiente à medida que gás natural reformado atravessa a carga. Em processos à base de carvão, o minério de ferro é combinado com carvão gaseificado ou carvão triturado e em seguida é aquecido. O oxigênio contido no minério combina-se com o carbono e o hidrogênio contidos no gás ou carvão, produzindo ferro metálico reduzido.
  • Alto-forno Estrutura de grande porte, em forma de coluna, que é um dos principais equipamentos de um complexo siderúrgico. Através de um processo térmico constante, o alto-forno separa o ferro do minério bruto para produzir ferro-gusa, principal matéria-prima do aço.Os altos-fornos geralmente recebem matéria-prima pela parte de cima da coluna e são revestidos de material refratário. A capacidade típica de produção de um alto-forno varia de um a cinco milhões de toneladas anuais. Apesar de serem equipamentos de longa vida útil, precisam ser paralisados em intervalos regulares de tempo para manutenção.
  • Anodização Formação de um revestimento de conversão em uma superfície metálica por meio de oxidação anódica; mais freqüentemente aplicada ao alumínio.
  • Anodização com escova Um processo de anodização similar ao chapeamento com escova.
  • Anodo Eletrodo em que os elétrons saem de um sistema operacional como uma bateria, uma célula eletrolítica, um tubo de raios-X ou um tubo de vácuo. No primeiro caso, ele é negativo; nos outros três casos, é positivo. Em uma bateria ou célula eletrolítica, é o eletrodo onde ocorre a oxidação. Compare com catodo.
  • Anodo auxiliar Em eletrogalvanização, é um anodo complementar colocado em uma posição de modo a aumentar a densidade de corrente em uma certa área do catodo a fim de obter uma melhor distribuição do revestimento.
  • Anodo inerte Um anodo que é insolúvel no eletrólito sob as condições prevalecentes na eletrólise.
  • Aparas Pedaços de material removidos de uma peça por meio de ferramentas de corte ou um meio abrasivo.
  • Aplainamento Produção de superfícies planas usando ferramentas de corte simples. A peça é presa em um torno de bancada ou acessório fixo, ou fixada diretamente à mesa. O êmbolo que suporta a ferramenta é alternado em um movimento linear que passa pela peça.
  • Banho abrilhantador Uma solução que produz, através de ação química, uma superfície brilhante em um metal imerso.
  • Banho ácido de cromo (1) Produção de um revestimento de conversão de cromato em magnésio para proteção temporária ou como uma base de pintura. (2) Solução que produz o revestimento de conversão.
  • Banho de acabamento fosco Uma solução de ataque usada para produzir um acabamento fosco em metal.
  • Banho de decapagem gasto Um banho ácido de decapagem já usado.
  • Banho de soda cáustica Uma solução fortemente alcalina em que o metal é imerso para ataque, para neutralizar um ácido ou para remover materiais orgânicos, tais como graxas ou tintas.
  • Banho mercurioso Uma solução contendo um composto de mercúrio, anteriormente amplamente utilizada para a deposição de mercúrio em um metal por imersão, normalmente antes do revestimento com prata.
  • Barras São aços longos laminados a partir de tarugos. Barras comerciais e vergalhões são duas categorias comuns de barras, sendo que as barras comerciais incluem barras redondas, barras chatas, cantoneiras, barras quadradas e perfis, os quais são usados por indústrias para a produção de uma ampla variedade de produtos, tais como móveis, corrimãos e equipamentos agrícolas. O vergalhão é usado para reforçar o concreto em rodovias, pontes e edificações.
  • Bateria de fornos de coque É um conjunto de fornos que processam o carvão em coque. Os fornos de coque são construídos em baterias de 10 a 100 fornos, os quais têm 20 pés de altura, 40 pés de comprimento e menos de dois pés de largura. Devido aos gases emitidos quando o coque é empurrado para fora do forno, as baterias de coque são freqüentemente a área mais suja de um complexo siderúrgico.
  • Beneficiamento Concentração ou outro tipo de preparação de minério para a fusão.
  • Bitola É a espessura da chapa de aço. Os aços de melhor qualidade têm uma bitola consistente para evitar pontos fracos ou deformação.
  • Blank (1) Em conformação, uma peça de chapa produzida em matriz de corte, a qual é usualmente submetida a operações de prensagem adicionais. (2) Metal em pó compactado pré-sinterizado ou totalmente sinterizado, normalmente na condição não acabada e que requer corte, usinagem ou alguma outra operação para produzir a forma final. (3) Uma peça bruta a partir da qual se produz um forjado; freqüentemente chamado de geratriz ou rnultiple.
  • Blank desenvolvido Um blank que exige pouca ou nenhuma aparação quando da conformação.
  • Blanks sob medida É uma seção de chapa fina ou tira que é cortada no comprimento e recortada para atender as especificações do projeto de estampagem do fabricante de uma determinada peça. Uma vez que o excesso de aço é eliminado (para economizar custos de transporte), tudo o que resta ao estampador é produzir a forma tridimensional com uma prensa de estampagem.
  • Bloco É uma forma de aço semi-acabado, cuja seção transversal retangular possui mais de oito polegadas. Esta grande peça de aço é reduzida no laminador para produzir a família de perfis I, perfis H e estacas. Os blocos são também parte do processo de fabricação de barras de alta qualidade: a redução de um bloco para uma seção transversal muito menor pode melhorar a qualidade do metal.
  • Bobinas Chapa fina de aço que foi enrolada. Uma placa, depois de laminada em um laminador de tiras a quente, tem mais de um quarto de milha de comprimento; as bobinas são o meio mais eficiente de armazenar e transportar chapa fina de aço.
  • Bronzeamento (1) Aplicação de um acabamento químico em superfícies de cobre ou ligas de cobre para alterar a cor. (2) Chapeamento de uma liga cobre-estanho em vários materiais.
  • Cadeira de laminação Uma parte do equipamento de laminação contendo um conjunto de cilindros de trabalho. No sentido usual, qualquer passe de um laminador a quente contínuo, laminador belga ou laminador ziguezague.
  • Cadeira esboçadora A primeira cadeira de cilindros de laminação através da qual passa o tarugo reaquecido, ou a última cadeira antes dos cilindros de acabamento.
  • Cadinho A porção inferior de certos fornos, como alto forno, forno revérbero e outros fornos reverberatórios, que sustenta a carga e às vezes coleta e mantém o metal líquido.
  • Calcinação Aquecimento de minérios, concentrados, precipitados ou resíduos para decompor carbonatos, hidratos ou outros compostos.
  • Carbono equivalente (1) No caso de ferro fundido, um relacionamento empírico entre os teores de carbono total, silício e fósforo, expresso pela fórmula: CE = TC + 1/3(si + P). (2) Para definir a soldabilidade: CE = C + Mn 6 + Cr + Mo + V6 5 + Ni +CU. 15
  • Carepa É o óxido de ferro que se forma na superfície do aço após o aquecimento.
  • Carepa de laminação A grossa camada de óxido formada durante o processamento a quente ou tratamento térmico de metais.
  • Carepa subcutânea Óxido de cobre intergranular restante sob a superfície de ligas de prata-cobre que foram recozidas e decapadas.
  • Carga É o ato de carregar material em um recipiente. Por exemplo, minério de ferro, coque e calcário são carregados em um alto forno; um convertedor é carregado com sucata e gusa líquido.
  • Chapa grossa Chapa de aço com uma largura de mais de oito polegadas e com uma espessura variando de um quarto de polegada até mais de um pé.
  • Concentração Processo para o enriquecimento de um minério de teor na mina mediante separação e remoção de impurezas ou ganga.
  • Conformação Fazer uma alteração (com exceção de corte e recorte) no formato ou contorno de uma peça de metal sem alterar intencionalmente sua espessura.
  • Conjunto soldado Um conjunto cujas partes componentes são unidas por meio de soldagem.
  • Consumo aparente É a demanda de aço calculada a partir dos embarques de aço informados pela AISI mais as importações informadas pelo Census Bureau, menos as exportações informadas pelo Census Bureau. As participações percentuais no mercado doméstico são baseadas neste número, o qual não leva em consideração nenhuma alteração nos estoques.
  • Convertedor básico de oxigênio (BOF) É um forno com formato de uma pêra, revestido com tijolos refratários, usado no refino de sucata e do ferro gusa proveniente do alto forno, transformando-os em aço. Até 30% da carga de um convertedor BOF pode consistir de sucata, sendo o restante de gusa líquido. POR QUE. Os convertedores BOF, que podem refinar uma corrida (carga) de aço em menos de 45 minutos, substituíram of fornos Siemens Martin na década de 50, os quais exigiam de cinco a seis horas para processar o metal. A rápida operação dos convertedores BOF, os custos mais baixos e a facilidade de controle deram-lhe uma clara vantagem em relação aos métodos anteriores. COMO. A sucata é jogada no convertedor, seguida pelo gusa líquido proveniente do alto forno. Uma lança é baixada, sendo injetado um fluxo de alta pressão de oxigênio para dar início às reações químicas que separam as impurezas, tais como gases ou escória. Uma vez refinado, o aço líquido e a escória são despejados em recipientes distintos.
  • Coque Produto combustível com alto teor de carbono obtido a partir do carvão (mineral ou vegetal) e levado ao alto-forno junto com o minério de ferro para produção de ferro-gusa. Também existe um coque feito a partir de petróleo.
  • Coqueria Lugar do complexo siderúrgico onde se produz o coque, a coqueria consiste numa linha de fornos onde o carvão sofre um processo físico-químico para ter sua parte volátil retirada, resultando em um material sólido com alto teor de carbono, o coque.
  • Corrida (de aço) É uma carga de aço refinado. É um convertedor ou forno elétrico cheio de aço. Uma corrida de aço será usada para produzir várias placas, blocos ou tarugos.
  • Decapagem Processo que limpa a bobina de aço de sua ferrugem, sujeira e óleo, de modo que o metal possa ser subseqüentemente trabalhado. Quando as bobinas laminadas a quente esfriam, forma-se ferrugem no metal desprotegido; muitas vezes a bobina é estocada ou transportada exposta ao ar e à água. Através de um processo contínuo, o aço é desbobinado e passa por uma série de banhos de ácido clorídrico para remover os óxidos (ferrugem). A chapa de aço é em seguida enxaguada e seca.
  • Desbaste (1) Uma operação de laminação ou estampagem inicial, ou uma série de tais operações, com a finalidade de reduzir uma peça fundida ou extrudada antes da redução de acabamento até o tamanho desejado. (2) Uma operação preliminar de forja por prensagem.
  • Descarepação Remoção da grossa camada de óxidos formada em alguns metais a altas temperaturas.
  • Desgaseificação a vácuo É uma instalação avançada de refino de aço que remove o oxigênio, hidrogênio e nitrogênio sob baixas pressões (em um vácuo) para produzir aço com teor de carbono ultra baixo para aplicações exigentes na indústria automotiva e de equipamentos elétricos. Normalmente realizada na panela, a remoção de gases dissolvidos resulta em um aço mais limpo, mais puro e de melhor qualidade.
  • Desgaseificador Uma substância que pode ser adicionada ao metal líquido para remover gases solúveis que, do contrário, podem ficar oclusos ou aprisionados no metal durante a solidificação. Desgaseificação.
  • Desoxidação (1) A remoção de oxigênio de metais líquidos mediante o uso de desoxidantes apropriados. (2) Às vezes, refere-se à remoção de elementos indesejáveis além do oxigênio mediante a introdução de elementos ou compostos que reagem prontamente com os mesmos. (3) Em acabamento de metais, é a remoção de camadas de óxido da superfície do metal mediante reação química ou eletroquímica.
  • Ductilidade Capacidade de um material de sofrer deformação plástica sem sofrer fratura. É medida pela elongação ou redução de área em um ensaio de tração, pela altura da "taça" em um ensaio de ductilidade Erichsen ou por outros meios.
  • Dureza Resistência de metal à deformação plástica, normalmente por entalhamento. Entretanto, o termo pode se referir também à rigidez ou revenido, ou à resistência ao arranhão, à abrasão ou ao corte. A dureza pode ser medida por meio de vários testes, como por exemplo Brinell, Rockwell e Vickers.
  • Elemento de liga Qualquer elemento metálico adicionado durante a fabricação do aço com a finalidade de aumentar a resistência à corrosão, dureza ou a resistência mecânica. Os metais mais comumente utilizados como elementos ligantes em aço inoxidável são o cromo, níquel e molibdênio.
  • Eletrogalvanização É um processo de revestimento em que as moléculas no anodo de zinco positivamente carregadas aderem à chapa de aço negativamente carregada. A espessura do revestimento de zinco é controlada continuamente. Aumentando-se a carga elétrica ou reduzindo-se a velocidade de passagem do aço pela área de revestimento, este ficará mais grosso.
  • Escarfagem Corte de áreas superficiais de objetos metálicos, geralmente usando um maçarico a gás oxicombustível. A operação permite a eliminação de imperfeições superficiais de lingotes, tarugos ou das bordas de chapas grossas que têm que ser chanfradas para a execução de soldagem de topo. Veja "Rebarbação".
  • Escória São as impurezas em um banho de ferro líquido. Fundentes, como o calcário, podem ser adicionados para estimular a formação de uma escória contendo os elementos indesejados. Devido ao fato de que a escória é mais leve do que o ferro, ela flutuará sobre o banho de metal, de onde ela pode ser removida.
  • Estampabilidade Uma medida da trabalhabilidade de um metal submetido a um processo de estampagem. Este termo é normalmente utilizado para indicar a capacidade do metal de ser submetido à estampagem profunda.
  • Estampagem Um termo genérico abrangendo quase todas as operações de prensagem. Ele inclui blanking, corte, deformação a quente ou a frio, embutimento, dobramento, cunhagem.
  • Ferro fundido Termo genérico para uma grande família de ligas ferrosas fundidas em que o teor de carbono excede a solubilidade de carbono em austenita à temperatura eutética. A maior parte dos ferros fundidos contém pelo menos 2 por cento de carbono, além de silício e enxofre, podendo ou não conter outros elementos de liga. Para as várias formas de ferro fundido cinzento, ferro fundido branco, ferro fundido maleável e ferro fundido nodular, a palavra "fundido" é muitas vezes eliminada, resultando em "ferro cinzento", "ferro branco", "ferro maleável" e "ferro nodular", respectivamente.
  • Ferro gusa É o nome dado ao ferro produzido em um alto forno, contendo uma grande quantidade de carbono (acima de 1,5%). Este nome foi atribuído há muito tempo quando o ferro líquido era vazado através de um canal no chão, fluindo para buracos rasos no chão que pareciam porquinhos mamando. O canal central passou a ser conhecido como a "porca" e os moldes como "porquinhos" (NT: Tal explicação só faz sentido para o termo em inglês (pig iron)).
  • Ferro-liga É um produto metálico normalmente usado como matéria prima na siderurgia, usualmente contendo ferro e outros metais, para auxiliar vários estágios do processo de fabricação de aço, tais como a desoxidação, dessulfuração e aumento de resistência. Exemplo: ferro-cromo, ferro-manganês e ferro-silício.
  • Flotação A concentração de minerais de valor a partir de minérios por meio de agitação do material moído com água, óleo e produtos químicos de flotação. De um modo geral, os minerais são molhados pelo óleo, levados à superfície por bolhas de ar e então flotados.
  • Forno a arco elétrico É um forno para a fabricação de aço em que a sucata geralmente constitui 100percent da carga. O calor é fornecido pela eletricidade que forma um arco entre os eletrodos de grafite e o banho de metal. A alimentação pode ser em corrente alternada (AC) ou em corrente contínua (DC). As unidades alimentadas por corrente contínua consomem menos energia e menos eletrodos, mas elas são mais caras.
  • Fosfatação Formação de um revestimento aderente de fosfato em um metal mediante imersão em uma solução aquosa de fosfato apropriada. Também chamada de fosfatização.
  • Fundente (1) No refino de metal, um material usado para remover substâncias indesejáveis, como areia, cinza ou impurezas, na forma de uma mistura fundida. É usado também como uma cobertura protetora para certos banhos de metal líquido. Geralmente, usa-se cal ou calcário para remover areia, como na fusão do ferro; areia para remover óxido de ferro no refino do cobre. (2) Na brasagem, corte ou soldagem, é o material usado para evitar a formação de óxidos e outras substâncias indesejáveis, ou para dissolvê-los e facilitar sua remoção.
  • Galvanização Processo de revestimento do aço com uma camada de zinco para aumentar a resistência à corrosão. Os tipos mais comuns de galvanização são a frio, a quente e eletrolítica.
  • Gusa líquido É o nome para o ferro líquido produzido em um alto forno. Ele segue para o convertedor em forma líquida ou é lingotado.
  • Hulha Carvão finamente moído, usado como um ingrediente em areias de moldagem.
  • Imersão a quente O aço passa por um banho de revestimento de zinco líquido, seguido de uma aplicação de uma corrente de ar que controla a espessura do acabamento de zinco.
  • Inspeção não destrutiva Inspeção por métodos que não destroem a peça nem afetam sua aplicabilidade.
  • Instalações de acabamento É a parte do complexo siderúrgico que processa o aço semi-acabado (placas ou tarugos) em formas que podem ser usadas por outros. As operações de acabamento podem incluir laminadores, linhas de decapagem, trens de laminação, instalações de recozimento e laminadores de encruamento.
  • Jateamento Limpeza ou acabamento de metais mediante a aplicação de partículas abrasivas a alta velocidade, usualmente conduzidas por um gás ou líquido, ou lançadas por ação centrífuga por um dispositivo giratório.
  • Jateamento abrasivo Processo para limpeza ou acabamento por meio de um jato de material abrasivo de alta velocidade aplicado sobre uma peça.
  • Jateamento abrasivo líquido Um processo de limpeza ou acabamento por meio de uma lama abrasiva direcionada a alta velocidade contra a peça.
  • Jateamento com granalha Jateamento com granalha de metal, geralmente usado para remover depósitos ou carepa de laminação de forma mais rápida e eficiente do que pode ser obtido pelo jateamento de areia.
  • Jateamento de areia Jateamento abrasivo com areia.
  • Laminação Redução da área de seção transversal de metal ou outra conformação de produtos metálicos mediante o uso de cilindros giratórios.
  • Laminador de placas Um laminador primário que produz placas.
  • Laminador de tiras a frio É um laminador com várias cadeiras de cilindros que transforma placas em bobinas laminadas a frio.
  • Laminador de tiras a quente É um laminador com várias cadeiras de cilindros que transforma placas em bobinas laminadas a quente.
  • Laminador desbastador de lingotes Laminador ou outro equipamento usado para reduzir lingotes de aço a blocos.
  • Lingotamento Vazamento de metal líquido de uma panela para os moldes de lingotamento. O termo se aplica particularmente à operação específica de vazamento de ferro ou aço em moldes de lingotamento.
  • Lingotamento contínuo Uma técnica de lingotamento em que o material fundido é continuamente removido através do fundo do molde à medida em que ele se solidifica, de modo que seu comprimento não é determinado pelas dimensões do molde. É utilizado principalmente para produzir produtos siderúrgicos semi-acabados, tais como tarugos, blocos, lingotes, placas e tubos.
  • Martelagem Batimento de uma chapa metálica com um martelo para obter a forma desejada, seja utilizando uma fôrma ou um martelo mecânico de alta velocidade e uma bigorna similar, de modo a produzir a estampagem ou adelgaçamento requerido.
  • Metalurgia A ciência e tecnologia dos metais e ligas. A metalurgia de processo dedica-se à extração de metais de seus minérios e ao refino de metais. A metalurgia física ocupa-se das propriedades físicas e mecânicas de metais em função de sua composição, processamento e condições ambientais. E a metalurgia mecânica ocupa-se da reação dos metais às forças aplicadas.
  • Microestrutura A estrutura de metais revelada por exame microscópico da superfície atacada de um corpo de prova polido.
  • Minério Um mineral natural que pode ser minerado e tratado para a extração de qualquer de seus componentes (sejam metálicos ou não) em uma operação rentável.
  • Minério de ferro Mineral que contém ferro suficiente para se tornar uma fonte comercialmente viável deste elemento para uso na siderurgia. Exceto no caso de fragmentos de meteoritos encontrados na Terra, o ferro não é um elemento livre; em vez disso, ele encontra-se na crosta terrestre em sua forma oxidada.
  • Nitrocarbonetação Qualquer um de vários processos em que tanto o nitrogênio como o carbono são absorvidos pelas camadas superficiais de um material ferroso a temperaturas abaixo da temperatura crítica inferior, criando, por difusão, um gradiente de concentração. A nitrocarbonetação é feita principalmente para proporcionar uma camada superficial resistente a arranhões e para melhorar a resistência à fadiga.
  • Normalização Aquecimento de uma liga ferrosa até uma temperatura apropriada acima da faixa de transformação, seguido de resfriamento ao ar até uma temperatura substancialmente abaixo da faixa de transformação.
  • Ondulações Uma variação ondulada em relação a uma superfície perfeita, geralmente muito maior e mais larga do que a rugosidade causada por marcas de ferramentas ou de esmerilhamento.
  • Orientação de grãos Linhas similares a fibras que aparecem em seções polidas e submetidas a ataque de peças forjadas, sendo causadas pela orientação dos constituintes do metal na direção de trabalho durante o forjamento. A orientação de grão produzida por um projeto adequado de matriz pode melhorar as propriedades mecânicas requeridas de peças forjada.
  • Oxidação (1) Uma reação em que há um aumento na valência como resultado de uma perda de elétrons. Compare com "Redução". (2) Uma reação de corrosão em que o metal corroído forma um óxido. Geralmente aplica-se à reação com um gás contendo oxigênio elementar, como o ar.
  • Panela Um recipiente utilizado para a transferência e vazamento de metal líquido.
  • Panela intermediária (tundish) É o recipiente raso revestido com refratário na parte superior da máquina de lingotamento contínuo. Ele recebe o aço líquido da panela, antes de chegar à máquina de lingotamento, permitindo que o operador regule com precisão o fluxo de metal para o molde.
  • Pellets Pelotas. Partículas de minério de ferro ou calcário são transformadas em pequenas bolas em um tambor de peletização e endurecidas termicamente.
  • Pellets Feed Minério de ferro triturado em grãos muito finos (diâmetro inferior a 1 milímetro) com alto teor de ferro e baixa impureza. O pellet feed é utilizado no processo de pelotização (pellets) para utilização nos altos-fornos.
  • Quebra-cavaco (1) Entalhe ou ranhura na face de uma ferramenta, paralela à borda cortante, para quebrar a continuidade dos cavacos. (2) Um degrau formado por um componente ajustável fixado à face da ferramenta de corte.
  • Rebarba É a saliência muito sutil na borda de tiras de aço causada por operações de corte tais como corte ao comprido, aparação, corte com tesoura ou recorte de blanks. Por exemplo, quando um processador de aço apara os lados da chapa de aço ou corta uma chapa em tiras, suas bordas dobrarão na direção do corte.
  • Recozimento É um processo de tratamento térmico em que uma bobina de aço anteriormente laminada a frio torna-se mais adequada para conformação e dobramento. A chapa de aço é aquecida até uma temperatura especificada por um período de tempo suficiente e em seguida é resfriada. As ligações entre os grãos do metal são distendidas quando a bobina é resfriada. Há duas maneiras de recozer bobinas de aço laminado a frio - por processos contínuos ou por processos intermitentes: (1) Intermitente (Forno tipo caixa) - Três a quatro bobinas são empilhadas uma sobre as outras, colocando-se uma cobertura por cima. O aço é aquecido por até três dias em uma atmosfera sem oxigênio (de modo que ele não enferrujará) e depois é lentamente resfriado. (2) Contínuo - Normalmente, o recozimento contínuo faz parte de uma linha de revestimento. O aço é desbobinado e passa por uma série de circuitos verticais dentro de um forno. A temperatura e as velocidades de resfriamento são controladas de modo a obter as propriedades mecânicas desejadas no aço.
  • Recristalização (1) A formação de uma nova estrutura de grão livre de deformação a partir da estrutura existente em um metal trabalhado a frio, geralmente obtida por aquecimento. (2) A mudança de uma estrutura cristalina em uma outra estrutura cristalina, como ocorre no aquecimento ou resfriamento através de uma temperatura crítica.
  • Redução de minério Processamento térmico em que ocorrem reações químicas para produzir metal líquido a partir de um minério beneficiado.
  • Refino O ramo da metalurgia de processo que trata da purificação de metais brutos ou impuros.
  • Refratário (1) Um material com ponto de fusão muito alto e com propriedades que o tornam apropriado para aplicações tais como revestimentos de fornos e construção de fornos. (2) A qualidade de resistência ao calor.
  • Refugo A porção descartada de um minério britado, separada durante o processo de concentração.
  • Resiliência (1) A quantidade de energia por volume unitário liberada quando se remove a carga. (2) A capacidade de um metal, em virtude do alto limite convencional de elasticidade e do baixo módulo de elasticidade, apresentar uma recuperação elástica considerável quando se remove a carga.
  • Resistência Propriedades relativas à capacidade do aço de se opor às forças aplicadas. As formas de resistência incluem a resistência a cargas impostas sem uma mudança permanente na forma ou estrutura, e a resistência ao estiramento.
  • Rigidez A capacidade de um metal ou corpo de resistir à deflexão elástica. Para corpos de formatos idênticos, a rigidez é proporcional ao módulo de elasticidade. Para um determinado material, a rigidez aumenta com o aumento do momento de inércia, que é calculado a partir das dimensões da seção transversal.
  • Separador magnético Um dispositivo utilizado para separar materiais magnéticos de materiais menos magnéticos ou não magnéticos. O material triturado é transportado em uma correia transportadora que passa por um magneto.
  • Sínter Nome genérico para materiais de ferro aglomerado produzido a partir do processo de sinterização.
  • Sinter feed Minério de ferro granulado (cerca de 6 milímetros de diâmetro) utilizado no processo de sinterização para produção de sínter.
  • Sinterização Processo de aglomeração de minério de ferro granulado para produzir sínter. Utiliza temperatura (abaixo do ponto de fusão do ferro) para produzir alterações no estado sólido do elemento e, assim, obter um material sólido homogêneo.
  • Sistema de injeção de carvão pulverizado (PCI) É um aperfeiçoamento introduzido no alto forno para reduzir a dependência de uma usina integrada em relação ao coque (devido aos problemas ambientais inerentes à sua produção). Até 30percent do coque carregado no alto forno podem ser substituídos por este pó de carvão parecido com talco, o qual é injetado através de bocais na parte inferior do alto forno.
  • Soldabilidade Uma medida específica ou relativa da capacidade de um material de ser soldado sob um dado conjunto de condições. Nesta definição está implícita a capacidade do conjunto soldado completo corresponder à finalidade para a qual foi projetado.
  • Tarugo É uma forma de aço semi-acabado usado para a fabricação de produtos "longos": barras, perfis U ou outros perfis estruturais. Um tarugo difere de uma placa porque as dimensões externas dos tarugos são normalmente de duas a sete polegadas com seção quadrada, enquanto as placas têm de 30 a 80 polegadas de largura e de 2 a 10 polegadas de espessura. Ambos os formatos são usualmente produzidos por lingotamento contínuo, mas eles podem diferir grandemente em sua composição química.
  • Têmpera Processo que aumenta a dureza do aço, i.e., o grau em que o aço resistirá ao corte, abrasão, penetração, dobramento e estiramento. A maior resistência proporcionada pela têmpera torna o aço apropriado para aplicações adicionais. A têmpera pode ser obtida por vários métodos, incluindo 1) tratamento térmico, em que as propriedades do aço são alteradas submetendo-se o aço a uma série de mudanças de temperatura; e 2) trabalho a frio, em que as mudanças na estrutura e forma do aço são obtidas através de laminação, forja ou estiramento do aço a uma temperatura relativamente baixa.
  • Tenacidade Capacidade de um metal de absorver energia e de se deformar plasticamente antes de se romper. Ela é geralmente medida pela energia absorvida em um ensaio de impacto a entalhe, mas a área sob a curva tensão-deformação no ensaio de tração também constitui uma medida de tenacidade.
  • Tensão Força por área unitária, freqüentemente considerada como a força que atua através de uma pequena área dentro de um plano. Ela pode ser dividida em componentes normal e paralelo ao plano, chamados respectivamente tensão normal e tensão de cisalhamento. Tensão real denota a tensão onde a força e a área são medidas ao mesmo tempo. Tensão convencional, quando aplicado a ensaios de tração e de compressão, é a força dividida pela área original. Tensão nominal é a tensão computada por fórmulas de elasticidade simples, ignorando fatores de aumento de tensão e desconsiderando o escoamento plástico. Em um ensaio de dobramento com entalhe, por exemplo, é o momento fletor dividido pelo módulo seccional mínimo.
  • Tira a quente É uma bobina de aço laminada em um laminador de tiras a quente (aço laminado a quente). Ele pode ser vendido nesta forma aos clientes ou ser submetido a processamento adicional transformando-se em outros produtos acabados.
  • Tira laminada a frio Chapa fina de aço que foi decapada e é passada através de um laminador de redução a frio. A tira tem uma largura final de aproximadamente 12 polegadas, enquanto que a chapa fina pode ter mais de 80 polegadas de largura. A chapa fina laminada a frio é consideravelmente mais fina e mais resistente do que a chapa fina laminada a quente, de modo que ela é vendida a um preço mais elevado.
  • Tubos para perfuração de poços São tubos usados na perfuração de um poço de petróleo ou gás. O tubo de perfuração é o conduto entre o motor da cabeça do poço e a broca de perfuração. A lama de perfuração é bombeada para baixo pelo centro do tubo durante a perfuração para lubrificar a broca de perfuração, levando para a superfície o material perfurado. Devido às altas temperaturas, tensões e torque envolvidos na perfuração de poços, o tubo de perfuração é um produto sem costura.
  • Usinagem Remoção de material de uma peça, geralmente utilizando uma ferramenta de corte e geralmente usando uma máquina de acionamento mecânico.
  • Usinas integradas Estas instalações produzem aço mediante o processamento de minério de ferro e outras matérias primas em altos fornos. Tecnicamente, somente a seção de processamento a quente diferencia as usinas integradas das mini-mills. Entretanto, as diferentes abordagens tecnológicas para produzir o aço implicam em diferentes eficiências de escala e, por conseguinte, diferentes estilos de administração, relações trabalhistas e mercados. Quase todas as usinas integradas americanas especializam-se em produtos planos.
  • Vazamento Transferência de metal líquido de um forno ou de uma panela para um molde.
  • Vazamento, corrida, abertura de rosca (1) Abrir a saída de um forno de fusão para remover o metal líquido. (2) Remoção de metal líquido de um forno. (3) Abrir roscas internas com um macho de rosquear.
  • Ventaneira Uma abertura na carcaça e no revestimento refratário de um forno através da qual o ar é soprado.
  • Vergalhões É uma qualidade de aço comercial usado para reforçar concreto na construção de rodovias e edificações.
  • Zona afetada pelo calor Porção do metal base que não foi fundido durante a brasagem, corte ou soldagem, mas cuja microestrutura e propriedades mecânicas foram alteradas pelo calor.
  • Zona coquilhada invertida Uma condição em uma peça de ferro fundido em que o interior é coquilhado ou contém ferro branco, enquanto as superfícies são mescladas ou contêm grafite livre.
  • Zona de fusão Em uma peça soldada, a área do metal base fundida, conforme determinado em uma seção transversal da solda.