Usiminas

Usiminas fecha 2011 com lucro líquido de R$ 404 milhões e foca na retomada da competitividade em 2012

07-03-2012

Empresa espera recuperação para o setor siderúrgico neste ano

O ano de 2011 foi período de desafios para a siderurgia brasileira. A pressão dos custos de matéria-prima, aliado ao patamar ainda elevado das importações de aço diretas e indiretas (aço contido em produtos), levou às siderúrgicas a comprimirem suas margens. O consumo de aços planos do País caiu 8% em relação a 2010 e as vendas das usinas ficaram praticamente no mesmo patamar (10,7 milhões de t) de 2010.

Diante desse cenário, a Usiminas fechou 2011 com lucro líquido consolidado de R$ 404 milhões, decorrente também do reconhecimento contábil da perda de R$ 124,9 milhões na alienação do investimento na Ternium, ocorrida em fevereiro de 2011. No 4T11, o lucro líquido foi de R$ 77 milhões.

Já o EBITDA, em 2011, foi de R$ 1,3 bilhão e no 4T11 de R$ 218 milhões. Por sua vez, a margem EBITDA de 2011 foi de 10,6% e de 7,7% no 4T11. A receita líquida, que atingiu R$ 11,9 bilhões em 2011, ficou em R$ 2,8 bilhões no 4T11.

A Usiminas fechou o exercício de 2011 com uma posição de caixa maior do que em 2010: R$ 5,2 bilhões.

No 4T11, a produção de aço bruto nas usinas de Ipatinga e de Cubatão foi de 1,5 milhão de t. No consolidado de 2011, chegou a 6,7 milhões de t.

Já as vendas físicas no 4T11 alcançaram 1,3 milhão de toneladas, sendo 85% destinadas ao mercado interno. Já o volume de exportações no 4T11 representou 15% das vendas totais no período.

Considerando o total de 2011, as vendas físicas atingiram 5,9 milhões de t, sendo 82% para o mercado interno e 18% para o mercado externo.  Durante o ano, destacaram-se o aumento de vendas de chapas grossas e galvanizados por imersão a quente (acréscimo de 22% e 8%, respectivamente) no mercado interno.

Competitividade

O presidente da Usiminas, Julián Eguren, que assumiu o cargo em janeiro de 2012, comentou os resultados sob uma perspectiva de futuro:

“No momento, temos que nos concentrar em devolver a eficiência e a competitividade da Usiminas. Toda a energia está focada neste objetivo. Isso, somado à força dos nossos sócios Nippon Steel e Ternium, vai fazer com que a Usiminas se fortaleça cada vez mais. A entrada da Ternium proporcionará ao grupo a vantagem competitiva de aliar tecnologia de ponta com uma grande presença na América Latina. A Nippon Steel é líder em tecnologia e a Ternium é líder de vendas na sua região de atuação. Esta é uma combinação muito forte, que alia eficiência produtiva com enorme capacidade de vendas. E isso será usado a favor da Usiminas. Sabemos das dificuldades causadas pela crise na Zona do Euro, a concorrência internacional, a sobreoferta de aço e o alto volume de importação de aço e de produtos feitos de aço no Brasil, mas apoiamos nos nossos sócios e na Usiminas para crescer”, afirmou o presidente.

Mesmo diante de um cenário desafiador, a Usiminas mantém a visão de que o ano de 2012 será de recuperação para o setor siderúrgico. A expectativa é de que a economia contará com a retomada mais forte dos investimentos industriais, principalmente em infraestrutura, além da sustentação do bom ritmo de consumo visto nos dois últimos anos.

Estimativas internas indicam que o consumo de aços planos no Brasil atingirá 13,2 milhões de toneladas, com acréscimo superior a 550 mil toneladas frente ao patamar de 2011. Em 2012, a parcela referente às vendas das usinas locais deve apresentar maior dinamismo, enquanto as importações poderão recuar de uma média de 158 mil toneladas/mês para 131 mil toneladas/mês, o equivalente a 12% do consumo, frente a 15% em 2011 e 23% em 2010.

Investimentos

Os investimentos somaram R$ 647 milhões no 4T11 e R$ 2,5 bilhões em 2011. Do total dos investimentos em 2011, aproximadamente 80% foram aplicados nas operações de siderurgia, 14% na Mineração Usiminas, 3% na Soluções Usiminas e Automotiva Usiminas e 3% na Usiminas Mecânica.

O período foi marcado pela consolidação de um ciclo de investimentos iniciado em anos anteriores, com foco principal na agregação de valor à produção siderúrgica e modernização tecnológica das unidades. Na tabela abaixo estão explicitados os principais projetos concluídos nos últimos anos, bem como os que estão previstos para serem concluídos em 2012.

 


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