A série de entrevistas que mostra as histórias de quem constrói o dia a dia da Usiminas chega ao pilar equipe operacional. Desta vez, conhecemos Wellington Silva dos Santos, colaborador de Cubatão que, ao longo de mais de duas décadas de empresa, transformou o aprendizado em uma ferramenta para evoluir dentro e fora da empresa, compartilhando conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento das pessoas ao seu redor.
Sua história na empresa começou em 2004, após atuar por alguns anos em uma contratada que prestava serviços na Usiminas. Especialista em soldagem, passou pelas áreas de Lingotamento Contínuo e Aciaria, contribuindo para atividades de manutenção e confiabilidade dos equipamentos que sustentam a operação. Foi nesse ambiente que encontrou espaço para desenvolver suas habilidades técnicas e ampliar seus conhecimentos.
Ao longo da carreira, buscou capacitação por meio de cursos e especializações, mas destaca que o aprendizado mais valioso veio da convivência com as pessoas e da vivência prática no dia a dia da usina. “Os cursos foram importantes, mas a maior escola foram as pessoas e a experiência prática na rotina dos processos. Trabalhei com profissionais que compartilharam conhecimento no dia a dia e fizeram parte da minha formação.”
Mais do que dominar a técnica, Wellington conta que, ao longo da carreira, passou a enxergar o trabalho sob uma nova perspectiva. Com a experiência adquirida, percebeu que cada atividade impacta diretamente a segurança, o desenvolvimento das equipes e a vida de quem retorna para casa ao fim da jornada.
Ao longo da trajetória, participou de atividades ligadas à manutenção e à operação em áreas estratégicas da usina, contribuindo para a confiabilidade dos equipamentos e para a continuidade dos processos produtivos. A experiência acumulada também o transformou em uma referência para colegas mais novos, especialmente em temas relacionados à segurança e ao compartilhamento de conhecimento.
“Quanto mais eu aprendia, mais a minha visão se abria. Eu deixei de olhar só para o equipamento e comecei a olhar para quem estava ao meu lado. Cada pessoa tinha uma família esperando em casa, assim como eu tinha a minha. Por isso, sempre reforço para a equipe e para os novos colegas a importância de trabalharmos com segurança, para proteger a nós mesmos e a todos que estão ao nosso lado.”
Para Wellington, um dos momentos mais marcantes da trajetória foi a transição da manutenção para a operação. A mudança trouxe novos desafios e permitiu compreender o processo produtivo por uma nova perspectiva, conectando sua experiência técnica à rotina operacional. Segundo ele, essa vivência ampliou sua visão sobre a cadeia produtiva e permitiu enxergar de forma mais clara os resultados do trabalho realizado ao longo dos anos, entendendo a importância de cada etapa para o produto final.
Educador por vocação
Fora da Usiminas, Wellington também encontrou na educação outra forma de compartilhar conhecimento. É professor de redação da rede estadual, autor de dois livros e desenvolve iniciativas voltadas aos jovens. Para ele, ensinar é uma forma de retribuir tudo o que aprendeu ao longo da carreira. Segundo o colaborador, o conhecimento só ganha verdadeiro valor quando é compartilhado e utilizado para ajudar outras pessoas a evoluírem. “Para mim, a parte mais prazerosa é ver alguém evoluindo com meus conselhos”, afirma.
Ao olhar para sua trajetória, Wellington afirma que sua maior conquista não está apenas nas funções que desempenhou, mas nas pessoas que encontrou pelo caminho e na oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas. Para quem está iniciando a carreira na Usiminas, ele deixa um conselho que resume sua própria história. “Aprenda primeiro a sua função, aproveite todas as oportunidades de desenvolvimento e trabalhe sempre em equipe. O conhecimento abre caminhos, mas são as pessoas que fazem essa caminhada valer a pena.”