A eficiência dos altos-fornos pode ser potencializada a partir de briquetes, pequenos blocos produzidos a partir da compactação de minério de ferro e coque verde de petróleo. Essa é uma das análises apresentadas na pesquisa desenvolvida pela gerente do nosso Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, Beatriz Gandra. Sua tese acaba de ser reconhecida na última edição da ABM Week, no Prêmio Qualidade e Produtividade, no começo deste mês, em São Paulo.
A proposta está relacionada a um desafio da siderurgia: produzir ferro primário com maior eficiência e menor consumo de combustível. No Brasil, o alto-forno é responsável pela produção de todo o ferro primário, o que torna o desenvolvimento de alternativas capazes de melhorar o desempenho desse processo relevante tanto para a competitividade da indústria quanto para a eficiência no uso de recursos. Por isso, Beatriz foi atrás dessas respostas e fez dessa pesquisa seu projeto de doutorado, realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Ao longo da pesquisa, foram analisadas características mecânicas, físicas, químicas e metalúrgicas dos briquetes, além de seu comportamento em condições semelhantes às encontradas no interior de um alto-forno. Além do potencial técnico, a utilização do coque verde de petróleo, uma matéria-prima nacional, amplia as possibilidades de avaliação de diferentes composições de briquetes e de alternativas para o processo siderúrgico.
Para Beatriz, o reconhecimento representa o resultado de um trabalho construído de forma colaborativa. “Receber o Prêmio ABM Qualidade e Produtividade é uma grande honra e a coroação de um trabalho construído em parceria entre Usiminas, UFMG e UFRGS. Este reconhecimento reflete o empenho de todos que contribuíram para o projeto, desde a realização dos ensaios até a análise dos resultados e a criteriosa revisão do relatório e do manuscrito.”
Próximos passos
Apesar dos resultados promissores em escala de pesquisa, ainda existem outras etapas antes de uma eventual aplicação industrial. Entre os próximos passos está a busca por parceiros para a realização de testes industriais. A continuidade das pesquisas poderá ampliar o conhecimento sobre o comportamento desses materiais e ajudar a avaliar seu potencial de aplicação nos processos produtivos da Usiminas